A
DIFÍCIL ARTE DE ENSINAR
Projeto destinado à docentes e futuros docentes do ensino fundamental das escolas públicas do Estado do Espírito Santo, visando propiciar aos mesmos o discernimento entre o saber e o comunicar, bem como despertar o gosto pela arte de ensinar.
Jania
Barcellos
Coelho
Vitória, Setembro de 2003
Devido a desvalorização do profissional da educação, pesquisas vem mostrando o grande desinteresse de jovens em abraçar a carreira do magistério, que a cada dia mais vem se tornado apenas um “bico” para estudantes de diversas áreas, que enquanto estudantes necessitam ter uma fonte de renda para que possam se manter nos estudos.
Com essa desvalorização, essa falta de vínculo e de amor pela profissão estamos percebendo a grande queda na qualidade do ensino, não apenas em nosso Estado, mas no país como um todo, causando assim entre os docentes uma dificuldade em discernir ente o saber e o comunicar.
Propiciar
ao docente o gosto pela arte de ensinar e o discernimento entre o saber e o
comunicar.
O professor deverá ser capaz de:
·
desenvolver
habilidade profissional, transmitindo seu saber através dos
conhecimentos assimilados pelos alunos, desenvolvendo a sua própria didática
de ensino;
·
tornar
bem claro os passos e os procedimentos que tornam mais eficazes o alcance de
determinados objetivos de aprendizagem, facilitando a relação ensinar x
aprender;
·
se
conscientizar de que o ensinar não envolve apenas as práticas
que o
professor possui, mas também as maneiras pelas quais ele irá dispor
desses conhecimentos em sala de
aula.
Serão fornecido aos docentes materiais, tais como: fitas de vídeo,
textos, reportagens de temas que
abordem situações problemas entre
aluno e professor.
Percebemos
que muitos são os requisitos que
fazem diferença entre o professor que sabe e o que sabe ensinar. Infelizmente,
hoje criou-se a idéia de que qualquer um pode ensinar.
A formação de um educador não requer somente as aprendizagens
cognitivas sobre os diversos campos do conhecimento, que sem dúvida é
importante, mas também deve haver uma preparação filosófica, científica, técnica
e principalmente afetiva para a
arte de ensinar.
“Um educador nunca está definitivamente
pronto,
formado, pois a sua
preparação
e maturação
se fará
no dia-a-dia,
na
reflexão constante de sua prática.”
(Elisandra
Souza de Oliveira)