EMEF ‘Izaura Marques da Silva’

 

 

BRINCADEIRAS INFANTIS
 

 

 

 


Kélvia Coimbra Perciano

Vitória, Setembro de 2003.

 

 

              Projeto elaborado com o objetivo de resgatar as tradicionais brincadeiras da infância enfocando os artistas que perpetuaram o tema através de suas obras.

 

              Observando a prática agressiva das brincadeiras adotadas pelas crianças hoje, achei que resgatando as antigas práticas infantis poderíamos tornar-lhes os hábitos mais saudáveis.

 

              Permitir a criança ‘mesmo sem a presença da querida vovozinha’, o prazer de ‘viajar’ através de uma história seja ela lida, contada ou encenada.

 

              Oferecer a visualização de obras de artistas consagrados que retrataram essas brincadeiras imortalizando-as como a uma cena sacra ou a uma revolução. Fazendo-a perceber que ela também, ao brincar se torna veiculo de cultura.

 

              Incentivar as crianças nas produções de seus próprios brinquedos, oferecendo-lhes oficinas de produções dos mesmos.

 

              Assim sendo, esse projeto vem favorecer não só o resgate as brincadeiras, como vai também levar a criança a se tornar parte interativa do processo histórico.

 

 

CONHECENDO AS BRINCADEIRAS

 

              Com a exposição de obras de artes de diversos períodos da história onde os artistas retrataram as brincadeiras infantis levaremos a criança a perceber a importância histórica social desse resgate.

 

 

HISTÓRIAS CONTADAS

 

              Através de histórias ‘causos’ conseguimos trabalhar na criança valores culturais, sociais, comportamentais de maneira lúdica fazendo-a crescer como ser humano e conhecer parte deste vasto universo infantil.

 

 

RELEITURA DE OBRAS

 

              No momento que ela for retratar a sua própria brincadeira ela estará interagindo nesse processo artista (vida) x obra (técnica) se perceberá como parte do processo.

 

 

BRINCANDO NA ESCOLA

 

              Criar na escola o espaço físico propício para desenvolvimento das brincadeiras (cantinhos).

 

              Confeccionar junto com eles brinquedos para execução do resgate.

 

              Reeditar cantigas já esquecidas.

 

 

              As avaliações individuais serão do desempenho e produções. Já as coletivas serão da mudança no relacionamento do grupo e à prática das brincadeiras.

 

              Os próprios alunos deverão apontar as dificuldades no processo para que possamos aperfeiçoar a trajetória escolhida.

 

              E o grande desafio será junto a eles criar estímulos para se manter a prática.

 

              Acredito que com esse resgate, as crianças estarão desenvolvendo o gosto por atividades simples que as conduzirão a uma prática infantil menos violenta.

 

              Outro ponto que também vai ser favorecido é que ao resgatar as brincadeiras a criança vai acabar buscando informações junto aos familiares e esses se verão envolvidos com as práticas da escola, sem contar com a auto-valorização ao perceberem que os seus fazem parte da cultura nacional.